segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
O uso do sling pelos olhos de uma fisioterapeuta materno infantil
Babywearing é o termo utilizado para essa forma de carregar o bebê como se você estivesse vestindo o bebê e para os pais não há coisa melhor do que estar pertinho do filhote!Essa prática de transporte coladinho ao corpo é muito comum em muitas culturas (africanas, asiáticas e indígenas), “slingando” através de tecidos que em nada se parecem com o canguru que conhecemos.Os cangurus permitem uma postura anti-fisiológica dos bebês, nas quais as pernas ficam penduradas gerando uma postura da coluna inadequada, distribuição de peso incorreta e perigosa, pois a base de apoio se incide na genitália do bebê. Além desses fatores, os pais só poderão usá-lo mais para frente, por volta dos três-quatro meses quando o bebê possui melhor controle da cabeça.Já o sling permite uma postura fisiológica do corpo do bebê em suas várias possibilidades de posição, seja na horizontal, sentada de Buda, barriga com barriga, de frente para o mundo, apoiada no quadril e nas costas. Artigo recente da Red Canguro (Associação Espanhola para o Incentivo ao Uso dos Carregadores de Bebê) revela que tanto a coluna como o quadril do bebê são “respeitados” pelo sling, pois a postura rã na qual o bebê senta com as pernas abertas com 45° em relação ao eixo corporal, quadril flexionado e joelhos ligeiramente superiores ao bumbum, permitem que a cabeça do fêmur tenha um encaixe perfeito no acetábulo do quadril contribuindo até mesmo para o tratamento de displasia leves de quadril.
Muitas mães já saem da maternidade slingando seu pequeno, o que é maravilhoso para ambos, já que o sling permite a continuidade da barriga e a união dos dois corpos nesse momento tão importante. Para a mãe diminui o vazio da perda da barriga preenchida pelo bebê no sling, para o bebê o aconchego, o conforto da posição intra-uterina e o contato íntimo do toque do corpo da mãe/ pai.Portanto, pode ser usado desde o nascimento até os dois/ três anos, por volta dos 10-20 kgs da criança. É um acessório simples que respeita a fisiologia do bebê sem pressionar nenhuma região, acompanha o crescimento do bebê e facilita o dia-a-dia dos pais.São vários os tipos a escolher e posições a serem exploradas conforme o bebê cresce, tais como: o ring sling (tecido com duas argolas que permite uma perfeita trava), pouch sling (sem argolas, é feito sob medidas), mei-tai (tecido com alças cruzadas na costas e amarradas na cintura) e wrap (tecido longo amarrado nas costas).São muitos os fatores positivos em “slingar” tanto para a mãe quanto para o bebê, confira os benefícios.
Para o seu bebê:• O sling é similar à posição de aconchego e fechamento nos braços da mãe, portanto a coluna fica alinhada na posição intra-uterina, posição de conforto físico e emocional;• O contato tátil, os movimentos, a batida do coração e respiração da mãe permitem um acolhimento como o do útero;• Permite várias posições respeitando e favorecendo o desenvolvimento sensório-motor e aquisição de habilidades;• Permite a posição vertical com bom apoio de cabeça, mesmo para bebês novinhos, sendo indicada para bebês que possuem refluxo gastro esofágico, prevenindo a regurgitação;• Tanto a posição de Buda, como a proximidade e carinho do corpo da mãe diminuem crises de cólicas;• São mais tranqüilos, seguros, dormem com boa qualidade de sono e choram menos;• A proximidade e estímulo corpo a corpo favorecem o ganho de peso, melhor tônus muscular, coordenação motora, reações de equilíbrio e o aprendizado das expressões faciais;• Enxergam o mundo na mesma linha de quem o carrega diferentemente das visões baixas permitidas pelos carrinhos e bebê conforto;• São mais independentes, interagem melhor com o outro e com objetos.Para os pais:• Permite uma melhor vinculação, interação, comunicação, observação e aprendizado da linguagem corporal do bebê;• É prático, fácil de manusear e facilita na hora de sair. Os pais sabem bem o quando um simples passeio exige preparo;• Quem usa pode se relacionar com as pessoas e objetos, pois as mãos ficam livres;• Permite a livre amamentação;• É companheiro saudável tanto no momento do bebê pegar o sol da manhã e do final de tarde, como nas caminhadas em busca da forma da mamãe permitindo a visão dos obstáculos.
se as argolas são de boa procedência para segurança do bebê. As argolas devem ser testadas e aprovadas para suportar a tração, podendo ser de nylon injetado, metal, alumínio ou inox. Desconfie se tiverem emendas, aberturas, se forem finas ou achatadas.Ao usar o sling verifique as costuras, argolas e se está bem posicionado e firme, se há ventilação com entrada e saída de ar para o bebê, não deixe encostado no tórax para não obstruir a respiração (medida de cautela também realizada quando estiver no colo), evite colocar objetos dentro do sling (brinquedos, manta), se usar manta externa ou o próprio sling não cubra o bebê por inteiro, não corra e salte, evite usar saltos, evite aglomerações bebê no sling não substitui o bebê conforto no carro e não cozinhe slingando.
Por Denise Gurgel Fisioterapeuta Materno-Infantil
domingo, 24 de janeiro de 2010
Mães pelo mundo que usam sling...



sábado, 23 de janeiro de 2010
POSIÇÃO DE CARRINHO PODE AFETAR BEBÊS...
Posição de carrinho pode afetar desenvolvimento do bebê, diz estudo21/11/2008 - 09h07 ( - BBC)Bebês e crianças que são levadas em carrinhos que as deixam de costas para os pais podem ter seu desenvolvimento prejudicado, sugere um estudo da Universidade de Dundee, na Escócia. Mais de 2.700 grupos de pais de filhos foram observados em toda a Grã-Bretanha.Os pesquisadores constataram que os pais cujos filhos estavam de costas conversavam menos com a criança, que, por sua vez, parecia estar mais estressada.Por outro lado, bebês e crianças levadas em carrinhos que permitem que elas olhem para quem está empurrando o carrinho são mais propensas e falar, rir e interagir.RisadaA pesquisa foi realizada por Suzanne Zeedyk, da Universidade de Dundee, em colaboração com a caridade National Literacy Trust (Fundo Nacional de Alfabetização, em tradução livre).Além de observar bebês e pais em áreas comerciais de 54 regiões da Grã-Bretanha, Zeedyk realizou um experimento com 20 bebês no centro de Dundee. As crianças passaram metade do trajeto de pouco mais de um quilômetro em um carrinho que as colocava de costas para a mãe e a outra metade em um carrinho que as permitia olhar para o rosto da mãe.Apenas um bebê deu risada durante a primeira parte do trajeto, enquanto metade deles riu durante a segunda metade.Além disso, a média do batimento cardíaco das crianças caiu levemente quando elas olhavam para a mãe e tinham duas vezes mais chances de dormir - o que indica níveis mais baixos de estresse, segundo Zeedyk."Adultos ansiosos"O estudo da universidade constatou que, entre os 2.700 grupos observados, 62% das crianças estavam de costas para quem empurrava o carrinho, e que apenas 22% dos pais estavam conversando com as crianças.Entre as crianças de dois anos de idade, 82% estavam de costas para os pais.Pais que usavam carrinhos em que a criança fica de frente para quem está empurrando tinham duas vezes mais chances de estar conversando com os filhos."Se bebês estão passando grande parte do tempo em um carrinho que prejudica a habilidade de se comunicar facilmente com os pais, em uma idade em que o cérebro está desenvolvendo mais do que nunca, então isso tem que ter um impacto negativo no desenvolvimento", disse Zeedyk."Nosso experimento mostrou que, simplesmente virando a posição do carrinho, os pais passavam a falar mais com seus filhos.""Nossos dados sugerem que para muitos bebês hoje, a vida em um carrinho é emocionalmente mais pobre e possivelmente mais estressante. Bebês estressados crescem para se tornar adultos ansiosos", afirmou.Zeedyk afirmou que um estudo maior seja realizado sobre o assunto para que pais possam fazer a melhor escolha sobre o desenvolvimento de seus filhos.
REGRAS DE SEGURANÇA
Certifique-se de que seu bebê pode respirar. SLINGS permitem que os pais fiquem com as mãos livres para fazer outras atividades, mas lembre-se de verificar se há abertura para entrada e saída de ar para seu bebe respirar.
Nunca permita que seu bebê fique posicionado com o queixo encostado no tórax. Esta regra se aplica não apenas para o SLING, mas também quando carregar seu bebê nos braços, em bebê conforto ou em qualquer outra situação do gênero. Esta posição pode restringir a habilidade de respiração dos bebês.
Nunca permita que o rosto do bebê seja coberto. Cobrir o rosto pode fazer com que ele respire o mesmo ar por diversas vezes o que é muito perigoso.
Não corra, não pule ou movimente-se bruscamente. Segundo “The American Chiropratic Association”, movimentos bruscos podem causar danos à coluna e/ou ao cérebro do bebê.
Nunca substitua um assento para veículo para um SLING. O SLING não oferece a segurança necessária para transportar um bebê num veículo.
Atividades físicas como andar de bicicleta, patins, entre outros, são desaconselhadas durante o uso do SLING.
Cozinhar com um bebê no colo ou em um SLING expõe ao risco de queimaduras.
Verifique sempre as condições do seu SLING: costuras, argolas, tecido, sempre devem ser checadas antes de cada uso.
Atenção onde pisa. Tenha cuidado redobrado em escadas, degraus e pisos em desnível. Se possível, evite saltos altos, calças de pernas largas, saias muito longas, ou qualquer tipo de situações que possam oferecer risco de quedas.
Proteja seu bebe do sol, vento e chuva. O SLING não oferece proteção adequada para tais situações.
Lembre-se que você está ocupando um espaço maior. Tenha cuidado ao passar através de portas, multidões, objetos pontiagudos, e etc.
Fique atenta às coisas que seu bebê pode alcançar, principalmente quando carregar o bebê nas costas, onde ele poderá pegar objetos que você não vê.
Use bom senso ao guardar objetos no bolso de seu SLING
Levando um bebê com paralisia cerebral no sling
A experiência de uma mãe durante o primeiro ano de seu filho.
Por: Andrea Biestro.
Devido à uma hipoxia no nascimento, nosso filho tem paralisia cerebral, que causa um atraso em seu desenvolvimento. Carregar uma criança que demora mais em alcançar simples avanços como sustentar a cabeça, sentar ou rolar pode ser um grande desafio. O pouco tônus muscular é constante em nosso filho, ainda que temos experimentado alguns momentos melhores; algumas coisas dificultam a colocação do bebê no sling, mas com prática conseguimos uma melhor maneira de fazer isso. Assim mesmo, diferentes slings têm se adequado à diferentes etapas do crescimento de nosso filho. Aqui apresento nossa experiência levando nosso filho com os carregadores de bebê que temos: Sling de argolas (ring sling), Rebozo (uma espécie de sling com nó), Fulares (wrap) e carregadores de bebê de inspiração asiática. Esperamos que isso ajude outras pessoas que tenham filhos comnecessidades especiais.
Levar nosso filho no sling nos proporciona a alegria e o privilégio de tê-lo junto de nós. Já que nosso filho não pode se mover de maneira independente como para explorar o mundo, levá-lo no colo nos ajuda a mostrá-lo a natureza, as atividades domésticas, jogos, esportes. pessoas e muitas outras coisas.
É muito importante falar que a segurança é prioridade quando se usam carregadores de bebê, e suas comprovações uma norma, quando falamos de uma criança com alguma deficiência, isto deve ser enfatizado ainda mais. Sempre se pergunte: “Isto é comprovado?”, e se não há resposta, pergunte-se novamente. Vale a pena
OS PRIMEIROS 3 MESES:
Sling de argolas: se demosntrou muito útil nos primeiros meses já que o colocávamos em posição de berço e era cômodo, quentinho, e juntinho de nós o tempo todo. Sua terapeuta também apoiou a eleição deste carregador de bebê, já que nosso filho tinha uma hiperestensão da coluna (a bacia virada para trás). Carregá-lo numa posição mais curvada o ajudou nestes primeiros meses, pois a postura natural da coluna do bebê é exatamente curvada. A bolsa também nos ajudou com a posição de “rã”.
Fular: O fular foi a salvação durante estes meses também, já que podíamos usar um rebozo para posições de berço, ou fulares maiores para posições de “rã” ou berço (com nó em ambos os casos), o tecido podia se ajustar para sustentar sua cabeça (ele não teve controle do movimento da cabeça até os 9 meses).
Carregadores asiáticos: nosso promeiro Mei tai foi um Sachi*, que adoramos. Usávamos em posição de rã, sempre assegurando de que formava uma cadeira, e de que o bumbum estava mais baixo do que os joelhos, já que isto proporcionava a curvatura da coluna que nosso filho precisava.
DE 3 A 9 MESES:
Slings: ainda muito úteis na posição de rã, mas como nosso bebê cresceu e era cada vez mais capaz para ver o mundo começamos com os cangurus. Ele gostava de ficar com os pés livres, assim que nos assegurávamos de que o tecido cobria bem sua coluna, abaixo do bumbum até suas pernas. Esta posição ajudava no controle de sua cabeça, porque ele fazia esforço para ver as coisas que lhe chamavam atenção. As posições de cadeirinha não nos foram úteis já que ele era muito atônico para elas (tonicidade muscular).
Fular: Como no sling de argolas, ideal para posição barriga-com-barriga, mas quando ele queria ter uma melhor visão do mundo o levávamos com na posição de frente olhando para fora. Sempre nos certificávamos de fazer a cadeira para ele de forma que suas pernas formassem um ângulo de 90°. Testamos posições nas costas, mas sua falta de tônus deixou muito difícil de conseguir uma boa posição e ajuste, assim evitamos esta posição neste período.
Nota: Em ambos, sling de argola e fulares, as posições olhando para a frente não foram muito cômodas para nós pais, assim, depois de certo tempo voltavam para a posição barriga-barriga dando um descanço na coluna antes de voltar à posição olhando pra frente.
Carregadores Asiáticos: Neste periodo foram nossos salva-vidas!!! As posições altas nas costas foram um alívio, já que eram mais fáceis de conseguir com mei tais do que com fulares. Nosso filho adorava olhar sobre nossos ombros, e era tão confortável para nós! Como nosso menino não tinha o controle da cabeça e era alto, o comprimento de um mei tai pequeno não conseguia sustentar a cabeça, que normalmente caía para trás em posições tanto na frente como nas costas. A solução foi utilizar mei tais com corpos maiores.
DE 9 A 12 MESES:
Sling de argolas: Como nosso filho está mais pesado agora (seu peso sempre está abaixo de qualquer percentil), carregá-lo em um só ombro não é tão incômodo para longos passeios. Ainda utilizamos muito, sobretudo porque as posições de cadeirinha estão começando a ser mais cômodas para nós já que o controle da cabeça e tronco do bebê são melhores. Para dentro de casa ou para ir à um local próximo ainda é nosso porta-bebês preferido.
Fular: Finalmente estamos conseguindo posturas da coluna com eles porque o controle da cabeça de nosso filho nos permite mais tempo para amarrar e assim conseguimos um ajuste adequado e seguro. Fulares e Rebozos longos têm sido os porta-bebês mais cômodos para nós pelas múltiplas formas que se distribuem o peso do bebê homogeneamente, por isso estamos sensibilizados e preferindo este num aspecto geral.
Carregadores de bebês asiáticos: agora podemos dobrar a parte superior do porta-bebê para colocar seus braços de fora, ou para oferecer-lhe uma vista sem obsáculos. O controle de sua cabeça já o permite.
OBSERVAÇÕES: Levar um bebê que já tem um controle da cabeça faz uma grande diferença pra nós! Ele é perfeito para posições nas costas. Ele também está gostando quando o colocamos em cima (antes irritava-se), mas é muito importante por razões de segurança (sabemos no que implica colocar um bebê num carregador contra sua vontade). Nosso terapeuta adora os carregadores, porque formam uma cadeirinha para nosso filho, ajudando-o a manter suas pernas em um ângulo de 90°. Inclusive quando o carregamos sem o porta-bebês, nos é aconselhado a sustentar suas pernas de forma que se dobrem (usando ambos os braços, um para sustentar o corpo e outro abaixo dos joelhos), porque isso envia uma mensagem ao cérebro de como deve comportar-se enquanto está sentado, e seus músculos se acostumam a estar na posição correta. Assim os carregadores de bebê verdadeiramente nos têm ajudado, permitinso que nossas mãos estejam livres, sem nos cansar e podemos ter nosso bebê por perto enquanto fazemos outras coisas.
*Sachi: marca de um Mei Tai.
Sobre a Red Canguro:
A Red Canguro, Associação Espanhola para o Incentivo ao Uso dos Carregadores de Bebê, é uma associação sem fins lucrativos, fundada em novembro de 2008, com a finalidade de incentivar o uso de carregadores de bebê entre mães, pais, e qualquer pessoa interessada, difundir informação relacionada, servir como contato e apoio para pessoas que desejam iniciar no mundo dos carregadores de bebê, incentivar o encontro e intercâmbio de informações e experiências entre usuários, aumentar o nível de conhecimento sobre carregar bebês em espanhol e incentivar e difundir a criança com afeição. Para maiores informações sobre o tema visite: www.redcanguro.org
Artigo original em: www.thebabywearer.com
Tradução do espanhol: Andreza Espi/Mania de Sling by Dida.
Fonte: Red Canguro ( http://redcanguro.org/2009/03/19/llevando-en-portabebes-a-un-bebe-con-paralisis-cerebral/ )
Opinião médica
Natália Martins, fisioterapeuta no Hospital Distrital do Pombal, começou a investigar os benefícios do Sling devido à sua aplicação no tratamento da displasia de desenvolvimento do quadril, um defeito na articulação do quadril em que a cabeça do femur não se encontra corretamente colocada na respectiva cavidade.
Esta doença é diagnosticada, geralmente, ao nascer e exige um tratamento complicado. Nos casos mais graves pode ser necessária uma intervenção cirúrgica ou a utilização de um aparelho que obrigue as pernas a ficarem afastadas, permitindo que o femur rode na cavidade do quadril.
A postura vertical que o Sling proporciona ao bebê é ótima e indicada para este problema. De uma forma agradável contribui para a sua correção, refere a fisioterapeuta, frisando que os benefícios estendem-se também aos bebês que não têm este problema, como forma de prevenção.
Os ligamentos do bebê ainda estão em formação, por isso manter as pernas afastadas é a melhor posição possível para prevenir a manifestação da doença.
Natália Martins acredita que os casos de displasia do quadril estão aumentando devido a hábitos que se perderam: Antes havia muito menos diagnóstico porque as mães andavam mais com os bebês ao colo, encaixados no quadril, e tambêm por causa das fraldas de pano. Ambas as situações obrigavam os bebês a permanecerem mais tempo com as pernas afastadas e evitavam a manifestação da doença.
Por isso, para a fisioterapeuta, o Sling é o melhor meio de transporte para o bebê, sendo também benéfico para a mãe.
É normal a mãe ter dores nas costas no período pós-parto devido à fraqueza dos músculos abdominais e à sobrecarga física causada pelos cuidados ao bebê. Andar com o bebê no bebê-conforto só agrava a situação devido ao peso do conjunto e ao fato de provocar um desvio grande na coluna. Com o Sling, a posição da mãe está correta porque o peso está equilibrado. Para o bebê também é melhor do que estar sempre sentado bebê-conforto.
Comparando o Sling com o canguru, Natália Martins destaca a versatilidade do Sling. O contra do canguru é ter um formato padrão e, por isso, mais difícil de ajustar ao nosso corpo, podendo tornar-se desconfortável.
Adaptação: Andreza Espi.
Fonte: IOL Mãe
(...)Os bebês choram sempre por algo que lhes produz mal estar: sono, medo, fome, frio, calor... além disso, da falta de contato físico com sua mãe ou outras pessoas do seu entorno afetivo.
O choro é o único mecanismo que os lactentes têm para nos comunicar sua sensação de mal estar, seja qual for a razão do mesmo; nas suas expectativas, no seu continuum filogenético não está previsto que este choro não seja atendido, pois não tem outro meio de avisar sobr e o mal estar que sentem nem podem por si mesmos tomar as medidas para resolve-lo.(...)
(...)Há psicólogos que asseguram que quando se deixa de atender o choro de um bebê depois de três minutos, algo profundo se quebra na integridade del es, assim como na confiança em seu entorno.(...)
(...)Deveríamos sentir um profundo respeito e reconhecimento ao choro dos bebês, e pensar humildemente que não choram porque sim, ou muito menos, porque são "manhosos"... Elas e eles nos ensinam o que estamos fazendo de incorreto.
Também deveríamos reconhecer o que sentimos em nossas entranhas quando um bebê chora; porque podem confundir a mente, porém é mais difícil confundir a percepção visceral, nossos instintos. O local do bebê é o nosso colo: nesta questão, o bebê e nossos instintos estão de acordo, e ambos têm suas razões.(...)
Trecho extraído do texto do Dr. Marcus Renato, Professor de Puericultura e Pediatria, Consultor em Amamentação e Especialista em Aleitamento Materno.
Fonte: www.aleitamento.com
